quinta-feira, 27 de outubro de 2016

"Os Jogos da Fome"

O filme é baseado no best-seller, escrito por Suzanne Collins, dirigido por Gary Ross, produzido por Nina Jacobson e Jon Kilik, com o roteiro de Ross, Collins e Billy Ray. O elenco é formado por Jennifer Lawrence, Wood Harrelson, Elizabeth Banks, Lenny Kravitz, Stanley Tucci e Donald Sutherland.
A história se passa num período distópico pós-apocalíptico na nação de Panem, onde garotos e garotas de 12 a 18 anos devem participar dos Hunger Games, um evento anual televisionado na qual os “tributos” precisam lutar até a morte até que sobre apenas um, que é coroado vencedor. Katniss Everdeen (Lawrence) se voluntaria para tomar o lugar de sua irmã mais nova nos jogos. Ao lado de seu parceiro masculino do seu distrito, Peeta Mellark (Josh Hutcherson), Katniss viaja à capital para treinar para o evento com a ajuda de Haymitch Abernathy (Harrelson), que já venceu o Hunger Games uma vez.
Jogos Vorazes foi lançado na França em 21 de março de 2012 e dois dias depois nos Estados Unidos. Conseguiu o recorde de maior bilheteria no dia (US$ 67,3 milhões) e na semana de estreia para uma produção que não seja uma sequência. Em seu lançamento, o lucro de sua primeira semana (US$ 152,5 milhões0 foi o terceiro maior de todos os tempos na América do Norte. Tornou-se o primeiro produto desde Avatar a ficar no topo nas bilheterias norte-americanas por quatro semanas consecutivas.

A canção "Safe & Sound" recebeu um Grammy Award e foi nomeada para um Globo de Ouro na categoria de melhor canção original. Por sua performance, Lawrence ganhou um Prêmio Saturno de melhor atriz, o Critics' Choice Movie Award de melhor atriz em um filme de ação, o Empire Award de melhor atriz e foi indicada ao New York Film Critics Circle Awards na mesma categoria.




"Os Santos Inocentes", o Filme..

“Os Santos Inocentes”, o Filme.


A história de uma família de camponeses espanhóis que vive submissa aos donos da terra é o tema desta produção espanhola. O sonho de todos eles é ter uma vida melhor, aprendendo também a ler e a escrever para não ficar à mercê dos abusos dos patrões. Mas somente as novas gerações desta família irão ver os sonhos de seus antepassados realizados.

Direção: MARIO CAMUS
Roteiro: ANTONIO LARRETA, MANUEL MATJI, MARIO CAMUS
Montagem: JOSÉ MARIA BIURRUN
Música: ANTON GARCIA ABRIL
Elenco: ALFREDO LANDA, FRANCISCO RABAL, TERELE PAVEZ, JUAN DIEGO
Estreou no Brasil: 04 de abril de 1984. (Pais de Origem: Espanha)
Gênero: Drama – duração de 107 minutos

Um Clássico da Literatura Contemporânea


"Los santos inocentes" é um romance do escritor espanhol Miguel Delibes publicado em 1981 que denuncia o drama da exploração do homem pelo homem, ambientado numa fazenda da região de Extrema dura, na Espanha, numa época de pós-guerra, na década de 1960. Esta obra foi incluída na lista dos 100 melhores romances em espanhol do século XX do jornal espanhol “El Mundo”. Uma obra ao mesmo tempo realista, poética e trágica que deu origem a um filme homónimo.




Com uma prosa marcada pelos modismos e dialetos próprios da gente simples do campo, mas ao mesmo tempo dando uma demonstração do alto domínio da língua e das técnicas narrativas, delibes relata a rotina de uma família de servos numa casa de campo. 



          Um mundo dividido entre os que mandam e os que obedecem. Os poderosos encarnados no "señorito" Iván, dono da fazenda e aficionado pela caça e doña Purita, mulher frívola, casada com o capataz, don Pedro, homem desafortunado que sofre a humilhação de ver a esposa, flertar com o “señorito” Iván. 


A família de camponeses que trabalha em situação de escravidão é composta pelo pai, Paco "o baixo", reduzido à condição de “farejador” das caçadas do "señorito", que se gaba aos amigos da destreza do secretário; a mãe, Régula e seus quatro filhos: Nieves, menina perspicaz obrigada a servir em plena adolescência; Quirce, Rogelio e Charito, a caçula demente e deforme, que comparte algum sinal de ternura com Azarías, o agregado irmão de Régula, ignorante e deficiente mental, ingênuo e primitivo que canaliza sua existência e devoção a uma gralha domesticada. Eles vivem numa casa humilde a serviço dos senhores da fazenda, trabalhando, obedecendo e suportando humilhações sem se queixar. 


          A única aspiração do humilde casal é que seus filhos estudem para que possam ter uma vida diferente. O tempo parece ter parado dentro da ordem estabelecida: a mesma rotina de sempre, uns mandam e outros obedecem; acontecimentos familiares, caçadas e comemorações na Casa Grande. 




Chegada a época de caça, Paco, que já tem uma idade avançada, sofre um acidente ao cair de uma árvore e torcer o pé quando tentava amarrar o chamariz para as aves. Mesmo sem ter se recuperado da queda, Iván o obriga a acompanhá-lo em outra caçada e Paco não consegue evitar torcer o pé novamente. Após o acidente com Paco, Iván não tem outra opção a não ser levar Azarías como assistente de caça. A caçada é um fracasso e Iván desconta a raiva na gralha do criado Azarías, matando-a com um tiro de espingarda. 



O tempo passa e Azarías permanece alienado e calado. O “señorito” Iván tenta amenizar a situação e o leva novamente para a caça. Azarías sobe na árvore para amarrar o chamariz — ave amestrada para atrair outras aves — quando numa atitude desesperada faz cair o laço da corda no pescoço de seu senhor e o enforca. 



O título do romance remete à inocência de Azarias e sua natureza instintiva. Seus sentimentos são tão básicos como o da ave domesticada com quem ele se identifica. A injustiça e a crueldade, no entanto, fazem com que ele perca sua inocência e assuma uma atitude de vingança. 
“Los santos inocentes” constitui uma denúncia moral contra a opressão, o desprezo, a injustiça social e a incultura generalizada das classes baixas; a hierarquização brutal da sociedade que provoca a desumanização dos menos favorecidos que aceitam sua condição com resignação, levando-nos a refletir sobre a condição humana.


Bibliografia: Ver os sites abaixo.

O que são Filmes de Série B?


Filme B é um termo usado originalmente para se referir a filmes de Hollywood destinados a serem a “outra metade de uma sessão dupla, que geralmente apresentava dois filmes do mesmo gênero (faroeste, gangsters ou horror).
Nos tempos dos maiores estúdios de cinema, essa terminologia era oficialmente usada para este fim, que também forneceu a nomenclatura de atores “A” ou “B” (Ronald Reagan fez carreira atuando em filmes B). As principais produtoras tinham unidades próprias para esse tipo de filme, mas também havia pequenos estúdios como PRC, Consolidated, Ajax, entre outros, que se especializaram em fazer filmes B.
Esses estúdios eram referidos como pertencentes ao Poverty Row (Cinturão ou linha de Pobreza), termo usado para designar coletivamente as companhias localizadas numa região de Hollywood chamada Gower Street, que produziam filmes com orçamentos extremamente reduzidos.
A partir de 1931, o cinema holywoodiano começou a sentir os efeitos da Grande Depressão de 1929, através da queda do número de espectadores. De 80 milhões de espectadores em 1930, a queda para 55 milhões em 1932 provocou o fechamento, em 1933, de um terço dos cinemas estadunidenses, além da diminuição progressiva do preço dos ingressos. Aliado a estes fatores, o custo dos filmes falados era mais elevado, o que aventou a possibilidade de falência de muitas companhias cinematográficas.
Numa tentativa de evitar a falência, as 5 maiores companhias da época se reorganizaram, de forma integrada e interdependente, em uma associação comercial denominada MPPDA (Motion Picture Producers and Distributors of América), que dominava conjuntamente o mercado cinematográfico através da produção, distribuição e exibição de cinema. As cinco companhias eram a MGM, Paramount, Warner Brothers, 20th Century Fox e RKO Pictures. Em torno delas giravam outras menores como a Columbia Pictures, a Universal Pictures e a United Artists, que eram de porte médio, além de algumas semi-independentes, como as de Walt Disney, Samuel Goldwyn, David O. Selznick entre outras.
Os exibidores independentes, na tentativa de aumentar a frequência, começaram a usar várias estratégias, tais como o oferecimento de “duas entradas pelo preço de uma”, “sessões gratuitas para senhoras”, “prêmios”, e finalmente, desenvolveram o “programa duplo”, com a apresentação de dois filmes pelo preço de um, partindo daí o conceito de “filme B”. Assim, as grandes companhias, vendo-se obrigadas, mediante as exigências do público, a aderir ao programa duplo, ofereciam geralmente a exibição de um filme principal classe A, e um filme mais barato, classe B. Os filmes B das grandes companhias supriam as necessidades de exibição de suas cadeias de cinema, além de ajudar a cobrir as despesas gerais. Enquanto os filmes A custavam em torno de 400 mil dólares, e possuíam duração de 90 minutos ou mais, os filmes B tinham o custo entre 50 e 200 mil dólares, e a duração entre 55 e 70 minutos. Tal estratégia influenciava a política de preços, pois enquanto os filmes A tinham uma receita imprevisível, dependendo de sua aceitação, os filmes B tinham uma previsibilidade de lucro garantida, auxiliando o planejamento orçamentário das companhias.
Os filmes B eram direcionados, em sua grande maioria, para cinemas e público específicos, o que se percebe, em particular, com os Westerns, direcionados ao público infanto-juvenil das matinês. A proliferação dos westerns, nos anos 1930 e 1940, correspondeu à sua popularidade junto ao público jovem. Frederick Elkin observou que westerns B agradavam predominantemente às crianças, e que elas “participavam deles ativa e emocionalmente”, o que garantiu a produção de dezenas de séries e seriados, com personagens padronizados, característicos e comuns a vários filmes, além de enredos pré-determinados dentro da expectativa dessa faixa etária.
Nos anos 1930, portanto, os westerns B dominaram o gênero e, apesar de terem sido filmados com fórmulas simplórias, sob a preocupação única de agradar ao público, muitos deles foram realizados com valores de produção e boas sequências de ação.
Após a Segunda Guerra Mundial, com as transformações econômicas e socioculturais ocorridas nos Estados Unidos, além do advento da televisão, o hábito de frequentar o cinema diminuiu, refletindo na indústria cinematográfica. Segundo Mattos, “a concorrência da televisão e os processos de tela larga incitaram os grandes estúdios a produzirem superespetáculos (...) Não obstante, o espirito do filme B perdura até hoje”.
Atualmente os filmes B transformaram-se, de certa forma, em objeto de culto, em parte pela realidade de seus valores estéticos “kitsch”, em parte pela despretensão de qualidades técnicas e artísticas, numa época desprovida de recursos mais elaborados. Mattos cita como exemplo dessa mudança de visão crítica os filmes de Edward D. Wood, Jr., produzidos na década de 50, que acabaram por reduzi-lo, através da crítica, no pior diretor do mundo. Wood morreu pobre e alcoólatra, no ostracismo, em 1958, mas seus filmes foram “redescobertos” por fãs que encontraram na sua engenhosidade primária e ruim um motivo de admiração e surpresa, tornando-o postumamente notório.
Hoje, o termo Filme B passou a ser usado para se referir a qualquer filme comercial de baixo orçamento, com atores pouco conhecidos ou em decadência. Esses filmes podem ser malfeitos em muitos casos, mas ainda assim se distinguem dos chamados Filmes Z, por serem produzidos profissionalmente e pela sua viabilidade comercial.
Fãs de filmes B afirmam que orçamentos mais limitados e menor ingerência dos estúdios podem ajudar a gerar uma energia não encontrada em superproduções. Isso foi verdade especialmente nos anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial. Enquanto filmes caros, como O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952, Paramount) e A Volta ao Mundo em Oitenta Dias (Around the World in Eighty Days, 1956, United Artists) eram convencionais e sem criatividade, filmes B como O Monstro do Ártico (The Thing From Another World, 1951) e Veio do Espaço (It Came From Outer Space, 1953) possuiam energia e originalidade. Muitos filmes B, especialmente nas áreas de ficção científica e horror, ainda são muito populares.
Uma das produtoras clássicas de filmes B era a americana American Internation Pictures (AIP), fundada em 1956 por James H. Nicholson e Samuel Z. Arkoff. Entre os filmes da produtora estavam os trabalhos de Roger Corman, Vincent Price, Herman Cohen e os primeiros dos então desconhecidos Francis Ford Coppola, Martin Scorsese, Robert De Niro, James Cameron, Joe Dante e Jack Nicholson.
Na década de 1970, produtoras como a Independent-International Pictures, Film Ventures International, Charles Band Productions, Cannon Films, New Line Cinema, Golan-Globus, entre outras, partiram para a criação de uma nova geração de filmes B.
A maior parte dessas companhias foi incapaz de sobreviver aos anos 1980, já que até mesmo um filme a princípio modesto, com imagem de baixa qualidade, acabaria por consumir milhões de dólares, tendo em vista as expectativas do público quanto aos efeitos especiais, trilhas sonoras, bitolas etc.

Saga de Filmes de Aliens

Uma das franquias mais significativas sobre alienígenas é a franquia Alien, iniciada com o filme “Alien - O 8.º Passageiro”, de 1979, dirigida por Ridley Scott e o primeiro com Sigourney Weaver no papel de Ellen Ripley.
Todos os filmes involvem formas de vida conhecidas como “Xenomorfos”, formas de vida parasitóides que se desenvolvem a partir da ligação do parasita com outra forma de vida. A criatura foi criada pelo artista plástico suíço H. R. Giger, conhecido por seu trabalho surrealista monocromático e perturbador. Giger também criou o desenho dos ovos, parasitas, o planetoide LV-426 e também o chamado “Space Jockey”, o piloto alienígena encontrado no começo do filme.
O artista e desenhista Jean “Mœbius” Giraud, conhecido por seus trabalhos de histórias em quadrinhos, também participa da produção criando o conceito dos trajes espaciais.
As críticas ao filme foram mistas. Muitas pessoas reconheceram o valor do filme enquanto um trabalho de ficção científica, mas não foram favoráveis ao conteúdo de terror. Muitas dessas críticas acabaram se tornando positivas no lançamento da Versão do Diretor.
O filme seguinte, Aliens foi lançado em 1986 (a 20th Century Fox relutou bastante em fazer uma continuação, apesar do sucesso do primeiro filme). Weaver volta ao papel de Ripley, e a trama se passa no planetoide LV-426, agora uma colônia da Terra.
A continuação foi muito bem recebida, considerada “intensa” e “um exemplo soberbo do ofício de fazer filmes”. Entre vários reconhecimentos, figura em sexto na lista de “Quinze Filmes cujas sequências superam os Originais”, publicada no site norte-americano Playboy.com.
O terceiro filme da franquia, Alien³, foi lançado em 1992. Mais uma vez, com Sigourney Weaver está no papel de Ellen Ripley, dessa vez em Fiorina "Fury" 161, um planeta-prisão.
O terceiro filme recebeu críticas mistas, na sua maioria, negativas. A produção também sofreu problemas, principalmente rodando cenas sem roteiro ou ensaio prévio.
O quarto filme, Alien - A Ressurreição ocorre 200 anos após os eventos do filme anterior. Weaver faz o papel de Ripley pela última vez. Apesar das críticas mostrarem uma melhora em relação ao filme anterior, ainda é considerado um dos piores da série.
A série foi indicada à vários prêmios, inclusive ganhando o Oscar em duas ocasiões, Efeitos Visuais (8º Passageiro), e Efeitos Visuais e Edição de Som (Aliens).
A série ganhou um prequel, Prometheus, em 2012. Situada 30 anos antes dos eventos de Alien – O 8º passageiro, o filme mostra a procura pelas origens da vida e o envolvimento de uma raça alienígena extremamente avançada. O filme foi dirigido por Ridely Scott, e foi bem recebido pelo público.
Um novo filme da franquia, Alien: Covenant, está programado para ser lançado em Agosto de 2017.
Outra saga é a série Predador, iniciada com o filme de mesmo nome, em 1987. O primeiro filme mostra um grupo especial do Exército (comandados por Arnold Schwarzenegger), sendo caçados por uma criatura alienígena que caça por esporte.
Apesar de comentários depreciativos por parte da crítica, o filme é bem avaliado e foi indicado à vários prêmios.
A continuação, Predador 2, foi lançada em 1990. Com um elenco totalmente diferente do original, apenas o ator Kevin Peter Hall, que atuou fazendo o papel do Predador, retornou.
O filme recebeu muitas críticas negativas, mas recebeu o status de “filme cult” entre os fãs da série.
Um reboot da franquia, chamado Predadores, foi lançado em 2010. A crítica foi mista, recebendo comentários positivos, mas também negativos, chamando o filme de “previsível, porém, divertido”.
Um novo filme da franquia, intitulado “The Predator”, está programado para 2018.
As duas franquias fizeram um crossover em 2004, intitulado Alien vs. Predador. Envolve a descoberta de um antigo campo de caça na Antártica onde Predadores caçavam Aliens como rito de passagem. Um grupo de expedição acaba preso no meio dos dois grupos, tentando evitar que os Aliens fugam para a superfície.
Apesar das críticas negativas por parte da imprensa, a recepção entre os fãs foi bem positiva, rendendo uma continuação, Aliens vs. Predator: Requiem, de 2007. O filme se inicia logo após o anterior, apresentando um híbrido de Predador e Alien, o “Predalien”.
As críticas com relação ao filme foram negativas, considerando o filme “uma violência sem sentido”. Por outro lado, críticas positivas o consideram “um Filme B divertido” e “um novo passo respeitável em relação à série”.
Mesmo com diversas menções aos outros filmes, Alien vs. Predador não possui nenhum novo filme a vista, e a franquia permanece em aberto.

 

 

 

 

 

 


10 Melhores Filmes Cinema Negro



1º A Cor Púrpura



          Com direção de Steven Spielberg, o drama A Cor Púrpura revelou Whoopi Goldberg no cinema. Este melodrama mostra Celie (Goldberg), uma adolescente estuprada pelo pai, que engravida e depois é oferecida a outro homem contra a sua vontade. O filme pretende mostrar as dificuldades da sociedade negra no sul dos Estados Unidos, no início do século XX. Durante trinta anos, o espectador segue a trajetória de Celie, até sua emancipação. A Cor Púrpura foi indicado a nada menos que 11 Oscar.

2º Histórias Cruzadas


          Um dos raros filmes recentes que tratam diretamente da questão racial é Histórias Cruzadas. A trama se passa no sul dos Estados Unidos, na década de 60, em subúrbios onde as ricas mulheres brancas tinham suas casas e seus filhos cuidados por empregadas negras (representadas em especial por Octavia Spencer e Viola Davis). A situação muda com a chegada de uma jovem branca (Emma Stone), com ideias progressistas, que pretende dar voz às empregadas domésticas. O filme foi um sucesso no Oscar e recebeu críticas positivas, mas despertou certa polêmica por sugerir que a comunidade negra só consegue se emancipar com a ajuda dos brancos.

3º Faça a Coisa Certa



          Talvez o filme mais complexo sobre a questão racial feito até hoje seja Faça a Coisa Certa, de Spike Lee. O diretor, que consagrou a maior parte de sua filmografia à sociedade negra norte-americana, coloca nesta história diversas questões morais relativas ao tema: a dependência econômica dos negros pobres aos brancos ricos, a tendência da formação de guetos, a relação entre o racismo e outras formas de preconceito, o uso da violência para revolucionar a sociedade e muito mais. Samuel L. JacksonMartin Lawrence e John Turturro compõem o grande elenco.

4º Malcom X



          Uma matéria sobre a Consciência Negra dificilmente poderia ter apenas um filme de Spike LeeMalcolm X é outra produção de destaque deste diretor, retratando a história do líder negro islâmico (interpretado por Denzel Washington), que prega durante a maior parte da sua vida a intolerância contra os brancos. Além deste filme, vários outros títulos do cineasta merecem ser lembrado, como A Hora do Show (2000), uma crítica feroz à representação dos negros na mídia, e Febre da Selva (1991), sobre os amores inter-raciais.

5º Duelo de Titãs



         Denzel Washington participou de vários filmes sobre a questão racial: além de Malcolm XDuelo de Titãs leva o tema do preconceito à conservadora esfera esportiva. O ator interpreta um treinador contratado por uma equipe de futebol americano predominantemente branca. Apesar de sofrer com o preconceito de todos no início, ele conquista o respeito dos demais por causa do seu talento e persistência. Este é um clássico caso de "integração à americana", com um cidadão desfavorecido vencendo na vida por provar que pode ser melhor que os demais.

6º A Negação do Brasil



          Levando a questão racial à cultura brasileira, um excelente filme sobre o tema é A Negação do Brasil. O documentário analisa a maneira como os negros são representados nas telenovelas brasileiras, geralmente em papéis inferiores e estereotipados. O diretor também mostra como a imagem do negro foi evoluindo na televisão ao longo das décadas, usando o exemplo de novelas famosas como Beto Rockfeller (1968), A Gordinha (1970), Meu Rico Português (1975) e outros. Confira abaixo uma cena extraída da novela Antônio Maria (1968), na qual um homem branco afirma, ao defender sua empregada doméstica: "Que importa que ela seja de cor, se a alma dela é branca e pura?".

7º A Outra História Americana


          A Outra História Americana retrata os perigos do neonazismo, através da figura de Derek (Edward Norton), um jovem de extrema-direita que é preso após assassinar um homem negro. Mas quando ele sai da prisão, suas ideias mudaram, e ele precisa impedir que o irmão mais novo (Edward Furlong) percorra o mesmo caminho. Começando pelo próprio título, este filme é bastante crítico sobre a sociedade americana e seu histórico de racismo.

8º Mississipi em Chamas



          No sul dos Estados Unidos, durante a década de 1960, vive uma comunidade dividida entre brancos e negros. Três ativistas pelos direitos humanos são assassinados, e dois agentes do FBI (Gene Hackman e Willem Dafoe) vão investigar o caso. O filme despertou polêmica por criticar os cristãos extremistas, como pode se constatar pelo diálogo de um personagem no trailer abaixo: "Nós não aceitamos judeus, porque eles rejeitam Cristo. Nós não aceitamos Papistas, porque eles veneram um ditador romano. Nós não aceitamos turcos, mestiços, orientais ou negros porque estamos aqui para proteger a democracia anglo-saxã, da maneira americana!"Mississipi em Chamas foi indicado a 7 Oscar.

9º Quanto Vale ou é por Quilo?



          O corrosivo filme nacional Quanto Vale ou é por Quilo? questiona não apenas o racismo, mas também as maneiras ineficazes de combatê-lo hoje em dia. A trama alterna entre o passado colonial, com a presença de escravos, e o presente, com diversas ONGs que não colocam em prática a solidariedade que defendem. O slogan exibido no trailer, "Um filme para quem tem fome de verdade", já mostra o caráter crítico desta obra do diretor Sérgio Bianchi. O grande elenco conta com Lázaro RamosZezé MottaCaio Blat e Caco Ciocler.

10º O Sol é Para Todos



          Um dos livros mais queridos da cultura americana deu origem a um grande clássico do cinema. Em O Sol É Para TodosGregory Peck intepreta Atticus Finch, um advogado que aceita defender um homem negro, injustamente acusado de estupro. O grande mérito desta história é ser contada pelo ponto de vista de uma criança, no caso, da filha de Atticus, que confere ao filme a capacidade de questionar a sociedade sem preconceitos. A produção recebeu oito indicações ao Oscar, e levou a estatueta de melhor ator.

Bibliografia: http://www.adorocinema.com/materias-especiais/filmes/arquivo-100140/